A AIM, uma árvore baobá na paisagem africana!

Dom Boniface Tiguila, OSB

Tiguila1A modo de introdução

Uma árvore, árvore alta, árvore cultual, árvore antiga, árvore ancestral, árvore cuja folhagem oferece abrigo e que produz bons frutos, na África é objeto de reflexão. Muito mais do que isso, essa árvore irradia tanta sabedoria que convida a nos sentarmos à sua sombra e conversar com ela; isto é, convida-nos a um encontro caracterizado pelo dar e receber. A AIM também nos convida a parar por um momento e a nos deixarmos desafiar por sua história e a sermos questionados quanto às suas ações no mundo monástico. Tendo vindo do interior do Togo, Agbang, vou desvendar, juntamente com vocês, o segredo da AIM.

Deixem-me esclarecer de saída que a minha análise é essencialmente baseada na minha experiência africana da ação da AIM. Desconheço como as coisas são feitas em outros lugares. Portanto, perdoem-me se as minhas observações não se encaixam com o que acontece em outras paragens. Estou apenas arriscando partilhar meu próprio enfoque. Em meu país, diz-se que a sabedoria é como um tronco de baobá, que não pode ser abraçado por uma pessoa apenas. E o alcance das atividades da AIM é mais vasto do que um tronco de baobá.

1. Dar não é receber e receber não é dar

O que acabei de dizer é mais do que óbvio para expressar. Dizemos que o óbvio se torna expresso quando uma coisa não pode ser claramente outra coisa. Em nosso país, diríamos: «Correr e coçar os dedões do pé não combina». Ou você faz uma coisa ou a outra, mas nunca as duas ao mesmo tempo.

Quando consideramos os conceitos de dar e receber, nos percebemos no mesmo instante que existe alguém que tem e que dá, e alguém que não tem e que recebe. Isto é totalmente lógico, natural e espontâneo. Com muita facilidade caímos neste modo de pensar e de nos comportarmos numa relação de ajuda/assistência. Foi o que aconteceu de forma natural depois do impulso de generosidade, altruísmo e zelo missionário que fez nascer a AIM.

«Nós vamos ajudar, dar, apoiar e fundar. E queremos dar e ajudar sem esperar nada em retorno. É abnegação total! Não seria certo para nós e nem pensaríamos em tal coisa. Em nenhuma circunstância nos permitiríamos pedir as migalhas daqueles que nada possuem». Aqueles que tomaram a iniciativa podem ter compreendido as coisas assim.

Um exemplo apenas pode bem ilustrar este ponto. Quando vemos quantas comunidades missionárias hesitaram por longo tempo antes de abrir suas portas a vocações africanas, nos damos conta de que muitas delas estavam ali para evangelizar e não para colheita de vocações. Elas iam para dar e não para colher. O exemplo mais patente é o de nossas comunidades em Peramiho e Ndanda, na Tanzânia (Congregação de Sankt-Ottilien), que estavam entre as primeiras fundações na África sub-sahariana e que esperaram até os anos 80 antes de se decidirem a receber africanos. Um pouco antes disso, a demanda era tão intensa que Peramiho fez melhor e fundou o mosteiro de Hanga como monaquismo africano para os africanos: «Os beneditinos africanos de Hanga».

Tiguila2«Nós não temos nada, não podemos fazer nada e não somos nada. Bendito seja Deus por haver voluntários que fazem tudo para nós. Nosso papel é o de estender nossa mão sem descanso». Foi isto que aconteceu aos beneficiários, e mais, os «benfeitores» pareciam gostar de nos ver dependendo da sua generosidade. Por vezes eles tinham até a consciência limpa, pois serviam a um propósito útil e estavam salvando gente pelo fato de tomarem conta deles e até fazendo-os seus irmãos. Perdoem-me esta caricatura sarcástica, mas é desse jeito que eu tenho a experiência dos fatos e os compreendo.

No início, a AIM era realmente a Aide à l’Implantation Monastique (Ajuda à Implantação Monástica). Isto durou algumas décadas, até 1997 para ser preciso (em outras palavras, durou 36 anos), quando Padre Martin Neyt, OSB, se tornou presidente e Dom Jacques Côté, OSB, secretário da AIM.

Nesse estado de coisas, as nossas comunidades não podiam emergir da letargia característica de «crianças mimadas», que haviam sempre sido alimentadas como pequenos passarinhos e que nada sabiam fazer além de pedir esmola e fazer demandas. Nossos irmãos europeus não nos ensinaram a procurar meios de nos mantermos e a encontrarmos benfeitores na África. Como era natural, eles mesmos não podiam fazê-lo, mas também não nos ensinaram como fazê-lo nós mesmos. Quaisquer bens de um africano haviam sido tão demonizados que nem mesmo nos ocorria receber alguma coisa das mãos maculadas dessa gente rica. Perdoem por falar abertamente... mas, infelizmente membros da família Mobutu[1] estavam na mesma época financiando certas comunidades na Europa.

Em todo caso, devemos reconhecer que desde o seu nascimento até o seu reconhecimento em 1997, a AIM realizou uma quantidade enorme de trabalhos. Evitarei uma avaliação exaustiva. No intuito de informar, citarei alguns setores em que a AIM se distinguiu.

Este impulso de generosidade monástica e de zelo missionário ajudou a preparar o terreno para plantar e cuidar de «mudas» em várias regiões de países de missão. Uma constelação de mosteiros desabrochando veio trazer nova vitalidade e tempero à semente do Evangelho, que havia caído em chão africano, asiático e latino-americano... e não sei mais aonde.

Como podemos verificar no website da AIM, isto foi acompanhado pela fundação e desenvolvimento de mais de 450 mosteiros beneditinos e cistercienses, masculinos e femininos, em novos territórios. 

Pelo fato de criar e apoiar uma rica rede de informações, de cursos de formação e de encontros a vários níveis, a AIM quis que em todos os galhos da imensa árvore de baobá, a Regra de São Bento, como seiva nutritiva, trouxesse nova floração em outras paragens da reserva monástica. Tomando outra vez a imagem do baobá, a AIM fortaleceu todas as suas partes.

A AIM situa-se como uma testemunha privilegiada da vida diária e das preocupações das comunidades monásticas. A AIM apoia e acompanha comunidades enquanto emergem e se desenvolvem, e durante o processo de cada uma. A AIM é um lugar para se refletir sobre a identidade monástica em face dos desafios do mundo: educação, pobreza, meio-ambiente, justiça e paz. A AIM promove e encoraja a cooperação e a solidariedade entre os mosteiros e o mundo. A AIM contribui para a formação humana, cultural e espiritual das comunidades: bolsas de estudo e reuniões, meios de formação e desenvolvimento de projetos. A AIM realiza e apoia o intercâmbio de «networks» entre mosteiros a nível regional e nacional. A AIM apoia projetos para o financiamento de comunidades e desenvolve ligações com organizações para a evangelização e o desenvolvimento. O «Boletim da AIM» é uma plataforma para o intercâmbio e a reflexão sobre o monarquismo. É publicado em inglês, francês, espanhol, italiano, alemão e português.

Por conta de sua proverbial hospitalidade e discrição aprendidas com o leite nutritivo da Regra de São Bento, os monges logo se mostraram parceiros autênticos para o diálogo inter-religioso, que desenvolveram a partir de 1974. Em 1994 o DIM («Diálogo Inter-religioso Monástico) tornou-se uma organização autônoma. O Padre Pierre-François de Béthune, OSB, foi seu Secretário-Geral até 2007 quando foi sucedido por Dom William Skudlarek, OSB. Mantém-se um laço entre a AIM e o DIM através de publicações e convites mútuos para encontros anuais.

Contudo, no pano de fundo, havia algo aparentado a um traço de mal estar. Era mais como se a alegria de dar, e de dar tão generosamente, fosse acompanhada pelo arrependimento de que nada fosse recebido por isso, que um magro resultado tivesse sido obtido. Aqueles que ajudamos não foram capazes de ficarem de pé sobre os próprios pés e tomarem conta de si próprios. Eles permaneceram como aqueles que são eternamente cuidados.

Sendo-me permitido ser franco e direto, tomemos alguns exemplos, citando uns poucos casos que nos encorajam a colocar questões para um melhor planejamento futuro. Será com certeza uma falha se hoje, depois de mais de 50 anos, somos forçados a recorrer a um Abade europeu aposentado para que se torne Prior em Bouaké? É a mesma situação em Masina Maria, em Mahitsy, na Ilha de Madagascar. Pior ainda: com certeza o que aconteceu em La Bouenza, em Brazaville (Congo) não é uma verdadeira confusão? Felizmente, nesse caso, um grupo de pioneiros tirou lições do passado e exige esperança para renascer.

Um mal estar também apareceu do lado dos beneficiários. Nós nos sentimos frustrados por havermos recebido tanto e permanecermos constantemente sob uma tutela, incapazes de nos agarrarmos a nós mesmos e continuar com o que nos foi legado. Com frequência isto faz com que duvidemos de nós mesmos e/ou com que questionemos a boa vontade daqueles que tudo sacrificaram para virem até nós com o dom da vida monástica. Infelizmente, ao nosso nível isso não está sempre muito claro e corretamente formulado. Isso cria um mal estar que não podemos esconder, assumir ou mesmo colocar à mesa do diálogo de maneira que, numa troca franca e tranquila, as soluções possam ser encontradas.

Tiguila3Durante o Capítulo Geral da nossa Congregação, em outubro de 2004, eu não me contive e acabei gritando: «Chega!» Eu não podia nem queria guardar isso por mais tempo. Muitas vezes quando ouço a reflexão de nossos irmãos dizendo: «Sabem, nossos irmãos africanos ainda não são capazes de assumir esta ou aquela área», eu digo a mim mesmo que há duas possibilidades: ou nós que, entramos em comunidades mistas, somos os mais obtusos de nossa geração; ou algo mais está sendo escondido de nós. Como é que se pode compreender que hoje eu, que fiz os mesmos estudos que certos colegas, ouço dizer que não posso assumir esta ou aquela tarefa, enquanto são meus colegas africanos que têm em mãos o destino de nosso país, como ministros governamentais, diretores gerais e etc. Será que a entrada numa comunidade me tornou tão obtuso ou existirão segredos que ninguém ainda quis me contar? Em qualquer um dos casos, é mais do que tempo para agir.

Digamos de imediato que não foi a AIM sozinha que criou esta situação na África. O choque de cada encontro com influências exteriores, tais como: colonialismo, escola, atividade missionária, ajuda ou desenvolvimento, intercâmbios internacionais a todos os níveis, terminaram todas levando a uma avaliação que mostra coisas boas e coisas ruins.

2. Dando enquanto se recebe – Recebendo enquanto se dá

Em 1997 a AIM: Aide à l’Implantation Monastique tornou-se AIM: Alliance Inter- Monastères (Aliança Inter-Monástica). Esta foi uma viragem decisiva e profética na história da nossa instituição.

No jubileu de ouro da AIM, o primeiro fruto, a razão de nossa ação de graças deve ser louvar a visão profética de fé de todos que tiveram a iniciativa, assim como de todos que seguiram seus passos nessa imensa cadeia de solidariedade monástica missionária, embora nem tudo tenha sido sempre perfeito. No meu país nós dizemos: «Aquele que em determinada altura não quebra o pote, é aquele que não vai buscar a água!» 

O segundo fruto, outra razão para nossa ação de graças neste jubileu, é admirar como a AIM foi capaz de se renovar sem negar a sua identidade e sem se apegar teimosamente àquilo que, claramente, devia ser mudado e transformado. A abreviação permaneceu a mesma, um sinal de que hoje não nos envergonhamos da longa história dessa instituição. Muito pelo contrário! A AIM de 50 anos atrás é o que nos dá orgulho! O aggiornamento implementado em 1997 é da mesma natureza, guardadas as devidas proporções, daquele do Concílio Vaticano II para a Igreja.

Assim, «Aide à l’Implantation Monastique»  tornou-se «Alliance Inter-Monastères», mudando de «Eu dou e você recebe» para «Nós dois estendemos a mão para uma oferta e uma acolhida mútuas». Trata-se de uma descoberta recíproca e o novo enfoque da AIM é colocar parceiros em contato um com o outro, para que então descubram valores que eles nem sabiam que existiam. Mas isto requer que ambos os parceiros se questionem de verdade. 

O que eu desejo oferecer aqui é uma reflexão sobre como nós africanos poderíamos entrar nesta nova ordem, neste encontro caracterizado pelo dar e receber.

3. A África e a AIM

Boa vontade não é o suficiente nas relações humanas. É bom iniciar com generosidade de coração, e é sempre bom refletir sobre toda ação de maneira a vê-la realizada. «S’il suffisait d’aimer» (Se fosse suficiente amar) é o título de uma canção de Céline Dion. Se fosse suficiente amar não haveria nunca tristeza no amor, desapontamento, divórcio etc. Mas amar o outro não é suficiente. Boas intenções não são suficientes. Generosidade de coração não é suficiente. Querer fazer algo não é suficiente para que algo seja bom. Saber fazer alguma coisa ou mudar as condições para uma colaboração não é o suficiente para que haja sucesso. Cada indivíduo tem que se lançar com determinação.

Eu sei que este aggiornamento foi largamente pensado por nossos parceiros ocidentais e que nós, os beneficiários, estamos avaliando sua importância e significação.

Da parte da África, nossa contribuição consistiria na seguinte questão fundamental: agora, como africanos, o que podemos dar enquanto recebemos e como o faremos?

Várias comunidades na África já celebraram o quinquagésimo aniversário de sua fundação: Keur-Moussa, Hanga e Dzogbégan, para dar apenas esses exemplos. Vários monges e monjas na África já celebraram o quadragésimo aniversário de sua profissão monástica. Isto significa que a vida monástica semeada e cuidada aqui pela AIM, já não está no estágio de adolescência. Muito pelo contrário, amadureceu e perfilhou outros inícios monásticos. A Abadia de Hanga fundou Mvimwa, que já se tornou uma Abadia, e mesmo umas poucas comunidades fora da Tanzânia. Keur-Moussa fez uma fundação na Guiné- Conakry. As monjas de Dzogbégan fundaram Sadori no norte do Togo. Agbang e sua Congregação estão comprometidas com o projeto de uma fundação em Cuba. Esses poucos exemplos mostram como aqueles que muito receberam, amadureceram. Mas ainda permanece uma questão... a criança que foi alimentada na mamadeira e gota a gota por um longo tempo, tornou-se um adulto e um pai.

Qual deveria ser a nossa postura em relação a certos reflexos de dependência que infelizmente estão ainda estabelecidos em nosso monaquismo africano? Nos últimos três ou quatro anos, vários países africanos celebraram seu meio século de independência política. Esta é uma versão temporal do mesmo tipo de pergunta encarada por nossos irmãos monges.

Estou convencido de que a vida monástica em todas as paragens deveria ser um laboratório onde a vida florescesse em cada domínio, como tem sido na Europa. Para este fim, há uma pesada responsabilidade sobre nós em nossos claustros, para que trabalhemos no sentido de encontrarmos soluções que são tão necessárias para toda a nossa África.

É importante que as nossas comunidades monásticas questionem sua atitude frente à ajuda externa que possamos receber ou esperar. Quando encontrarmos o enfoque certo nesta questão, seremos capazes de ajudar nosso povo a reconsiderar o assunto da ajuda internacional.

É importante para as nossas comunidades monásticas africanas colocarem a pergunta sobre a nossa identidade como monges africanos, a fim de termos monges e monjas que se sintam felizes com o que são. Desta forma, eles serão capazes de perceberem a sua vocação, tornando-se cheios de vida e capazes de atrair outros para os seguir na aventura da vida monástica. 

É importante que cada vez mais monges e monjas africanos arrisquem partilhar a sua compreensão da Regra, votos, clausura monástica, Lectio Divina, etc. Assim, seremos capazes de enriquecer a reflexão monástica, não apenas para os nossos jovens monges e monjas, mas também para os nossos irmãos em outros lugares.

É importante, que tenha início um diálogo religioso genuíno e profundo entre monges e monjas africanos e as várias religiões neste continente. A PAZ que é tão apaixonadamente intrínseca para nós também chega a esse preço. E Deus sabe o quanto a África está procurando desesperadamente caminhos para a paz!

Quando vemos que falhamos aqui e ali, isso não deve ser visto como uma confusão, mas antes como uma oportunidade de recomeçar com fundamentos sólidos na direção de um futuro melhor. Para isto, é importante que as nossas comunidades monásticas africanas releiam a sua história para aprenderem com seus altos e baixos. Esta história deveria ensinar-nos como nos levantarmos outra vez das nossas cinzas e erros, como a AIM, para um futuro mais promissor.

Existem apenas umas poucas pistas para uma reflexão verdadeira ao longo das linhas da pergunta que devemos nos fazer no Jubileu da AIM, a saber: nós, monges e monjas da África, como e o que devemos dar enquanto recebemos?

4. A modo de conclusão

«Se fosse suficiente falar». Permitam-me fazer um plágio de Céline Dion. Se fosse suficiente falar, a África teria encontrado, muitas vezes seguidas, soluções para todos os seus problemas nas bocas de todos os de fala macia, políticos e religiosos dos quais ela está repleta.

Eu não estou aqui apenas para falar. Eu vim aqui para pleitear algo de louco!

Para nos ajudar a entrar na nova ordem de «dar enquanto se recebe e receber enquanto se dá», no Jubileu da AIM e na sua fonte batismal, façamos nascer a AIM-África.

Já temos a AIM-USA. A AIM-África seria uma marca de gratidão da África para com a AIM, que tanto fez por ela. Seria uma maneira de mostrar à nossa «aliada» que ela não é mais uma estranha e está em casa conosco na África.

Mas, para além desse tributo de gratidão, eu vejo a AIM-África como o compromisso da África de não mais permanecer à margem deste movimento e de tornar-se um parceiro total nesta Aliança.

Vejo a AIM-África como a estrutura que permitiria ao monaquismo africano organizar-se a partir de dentro e formar um patrimônio de reflexão a todos os níveis, não mais caminhando de mãos vazias para encontros futuros caracterizados pelo dar e receber.

Coloco isto como uma sugestão. Não quero ser o único que traz algo à mesa. Se dermos uma chance a essa ideia, tenho certeza de que nos serão dadas muitas oportunidades mais, para que a AIM se torne verdadeiramente uma Aliança Inter-Monástica.

Um diálogo de mão única é sempre aborrecido, ofuscante, cansativo e deprimente! Libertemo-nos dos últimos vestígios deste diálogo de mão única e entremos finalmente numa comunicação recíproca de duas mãos.

Possa o eco do Jubileu de Ouro da AIM levar consigo, na distância, a Boa Nova de que todos os mosteiros vieram carregados com as suas várias riquezas para a Missa Solene do dar e receber. Obrigado!

Dom Boniface Tiguila, OSB,
é Reitor do International Benedictine Study House Langata
em Nairobi (Quênia)

Traduzido do inglês por Aline Torres Monteiro

[1] Referência à família do ditador Joseph Mobutu, que governou com mão de ferro a República do Zaire, hoje Congo, durante vários anos.